PARÁBOLA DE CRUZADO

Parábola de Cruzado, de Miguel Ángel Etcheverrigaray

Este é o conto de um cruzado que cruzou Jerusalém
Porque os homens em sua terra morriam mal e viviam bem
E assim, pensando e meditando, com sua gordura e muita calma
Encontrou um dia o Reino de Deus, metido dentro de sua alma

Da sua alma e da dos outros, porque este audaz reino cristão
É comum entre as almas, o irmão com o irmão.
Este cruzado foi um cruzado contemporâneo,
E no lugar do pesado elmo, usou uma cabeleira sobre o crânio

Como era gordo (já se sabe), incomodava-lhe a armadura
E resolveu lutar sem ela, deixando solta sua gordura
Trocou a lança, que era incômoda, por tinta e uma pluma
Pois se recordava de outro gordo que à pluma de ave escreveu a Suma.

Todos eram céticos ao seu redor, todos acreditavam na ciência
E ele disse a todos que a Ciência, às vezes, é mera aparência.
Todos ao seu redor acreditavam no primata antepassado
E ele disse a todos que os macacos são costelas do outro lado.

E, se os outros respondiam com alusões pré-históricas,
Ele contestava que a Ciência não dá razões metafóricas.
E assim, pensando e meditando, nos libertou do animal,
Porque o homem, querido irmão, é um milagre celestial.

Parte de uma poesia feita para Chesterton pelo autor acima citado. Tradução de Agnon Fabiano. Fonte deste texto em https://www.facebook.com/chestertonnobrasil/posts/595231767210013

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