Clarence Darrow sobre Chesterton

Clarence_Darrow

Se ele e eu morássemos em um lugar que nos permitisse conhecermos melhor um ao outro, chegaria a hora em que deixaríamos de debater, eu acredito sinceramente nisso.”

Não tenho dúvidas disso, Sr. Darrow, eu acredito sinceramente nisso também.

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Hilaire Belloc

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“When I am dead, I hope it may be said: His sins were scarlet, but his books were read.”

Obtive a graça, quando mais precisava, de conhecer o trabalho do professor Angueth e seus artigos, vídeos e traduções. Todo o trabalho dele é dedicado à defesa da fé e seus autores favoritos se tornaram também os meus. Hilaire Belloc é um destes autores, e a tradução de As Grandes Heresias do professor Angueth é um daqueles esforços que ainda darão muitos frutos no Brasil.

Do Blog dele, sobre Hilaire Belloc, recomendo a você a leitura dos artigos indicados adiante.

Antes, permita-me lembrar que no Archive.org há várias obras de Belloc disponíveis, em inglês, caso tenha interessa. De lá estou lendo The Path to Rome. Seguem os links para o blog do Angueth.

Da Usura.

A previsão de Belloc e Olavo de Carvalho.

As festas e o Asceta, capítulo de A Coisa, de G. K. Chesterton, que cita Belloc.

As Grandes Heresias, o livro que não querem que você leia.

O Estado Servil.

A Igreja primitiva.

A seguir, uma curiosidade, a voz de Hilaire Belloc, seguindo indicação do muito saboroso The Hilaire Belloc Blog.

Roteiro católico de leituras para uma vida inteira

Assim sugere o Padre John McCloskey:

  • Catechism of the Catholic Church – Catholicism Explained/Theology
  • Adams – The Spirit of Catholicism – Catholicism Explained/Theology
  • Augustine – City of God – Spiritual Classics
  • Augustine – Confessions of St. Augustine – Spiritual Classics
  • Aumann – Spiritual Theology – Spiritual Reading
  • Baur – Frequent Confession – Spiritual Reading
  • Baur – In Silence with God – Spiritual Reading
  • Belloc – The Great Heresies – History and Culture
  • Belloc – How The Reformation Happened – History and Culture
  • Belloc – Survivals and New Arrivals – History and Culture
  • Benedict XVI – Opera Omnia – Misc
  • Benedict XVI – Day by Day with the Pope – Misc
  • Bennet – The Temperament God Gave You – Misc
  • Bennet – The Emotions God Gave You – Misc
  • Benson – Lord of the World – Literary Classics
  • Bernanos – The Diary of a Country Priest – Literary Classics
  • Bouyer – Spirit and Forms of Protestantism – Catholicism Explained/Theology
  • Boylan – Difficulties in Mental Prayer – Spiritual Reading
  • Boylan – Tremendous Lover – Spiritual Reading
  • Burke – Covenanted Happiness – Spiritual Reading
  • Carroll – History of Christendom (All Volumes) – History and Culture
  • St. Catherine – Little Talks with God (modernized version of “The Dialogues”) – Spiritual Classics
  • Cervantes – Don Quixote – Literary Classics
  • Chautard – Soul of Apostolate – Spiritual Reading
  • Chesterton – Everlasting Man – Spiritual Classics
  • Chesterton – Orthodoxy – Spiritual Classics
  • Chesterton – St. Thomas Aquinas
  • Chesterton – St. Francis of Assisi – Holy Men and Women Continuar lendo

Chesterton

Em 1900, o grande assunto em Bedford Park e em toda a Inglaterra era a Guerra dos Bôeres. Gilbert Keith Chesterton foi convidado para um debate, no estúdio do pintor Archie MacGregor em abril daquele ano. Ele depois escreveu para Francis, então sua noiva, sobre um dos que falaram naquele dia, por uma hora e meia: “pensei que foram apenas cinco minutos”, ele escreveu. Foi o primeiro encontro de Chesterton com Hilaire Belloc.

Carta a Diogneto

Um pagão culto, desejoso de conhecer melhor a nova religião que se espalhava pelas províncias do império romano, impressionado pela maneira como os cristãos desprezavam o mundo, a morte e os deuses pagãos, pelo amor com que se amavam, queria saber: que Deus era aquele em que confiavam e que gênero de culto lhe prestavam; de onde vinha aquela raça nova e por que razões aparecera na história tão tarde.
Foi para responde a estas e outras questões de igual importância que nasceu esta jóia da literatura cristã primitiva, o escrito que conhecemos como a Carta a Diogneto.

Respondendo às questões propostas por interlocutor, o texto se revela, simultaneamente, como crítica do paganismo e do judaísmo e defesa da superioridade do cristianismo. Tudo isso num estilo aprimorado, elegante, de maestria no manejo dos elementos retóricos.

Infelizmente, permanecem muitas dúvidas em torno deste texto-documento. Elementos importantes que ajudam a determinar e caracterizar uma obra, tais como, autor, data e local da composição, destinatário e a própria integridade do manuscrito ficam na sombra. Nem mesmo o título é seguro. Alguns julgam que seja um discurso ou uma apologia, menos uma carta. Devido à indefinição do autor e da data de composição, alguns a colocam entre os Padres apostólicos, outros, entre os apologistas. De qualquer maneira, trata-se de um documento de primeira grandeza sobre a vida cristã primitiva que merece ser colocado entre as obras mais brilhantes da literatura cristã.

O MANUSCRITO

Este texto nunca foi mencionado na antiguidade ou na Idade Média. Permaneceu longos séculos em silêncio, ignorado. Encontrado, casualmente, por Tomás de Arezzo, em Constantinopla, em 1436, junto a um punhado de manuscritos contendo 22 títulos de textos apologéticos. Cinco deles estavam catalogados sob o nome de Justino. Junto com o Discurso aos gregos, atribuído a Justino, estava outro manuscrito com os dizeres: “Do mesmo… a Diogneto”. Continuar lendo